Por que sua equipe fixa não dá conta do trabalho?

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8 min de leitura

O título chama a atenção, eu sei, mas aqui não queremos dizer que sua equipe CLTista não realiza o trabalho corretamente. O que queremos dizer é que, com a demanda que existe dentro de uma loja varejista, dificilmente será possível cobrir todas as lacunas de serviço necessárias em todos os dias da semana. Uma loja tem picos diferentes de vendas, uma indústria tem diferentes giros para cada produto, e isso quer dizer que nem sempre a força de trabalho fixa será o suficiente para atender o que é necessário. 

Dá uma olhada no gráfico que criamos para exemplificar o que queremos dizer (aqui colocamos produtos de alto giro no fim de semana em foco):

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A linha azul é sua equipe fixa, sempre a mesma quantidade de pessoas trabalhando todos os dias (sem contar aos fins de semana, quando normalmente a equipe em loja é menor). Já a linha verde é a demanda variável que existe e acontece, e normalmente é o motivo para sua loja estar com atendimento defasado, ou seus produtos com rupturas altas em determinados dias.

 

A Teoria da Demanda

Começando pelo básico, na microeconomia (área da economia que estuda o comportamento do consumidor de um mercado específico, oferta, demanda e preços), a teoria da demanda tem alguns fundamentos interessantes. Nem todos valem ser colocados aqui, mas alguns deles estão muito relacionados com o comportamento de consumo, e podem ajudar a explicar o motivo pelo qual é tão importante se atentar a isso ao que significa a oferta e a demanda.

Outro conceito importante de prestar atenção é o chamado Coeteris paribus, que analisa um mercado isoladamente sem contar que ele seja afetado pelos demais. Essa condição é importante para a economia porque ajuda a analisar o efeito de variáveis isoladas, independente de outros dados como a renda do consumidor, gastos ou preferências.

Os fundamentos que são importantes de citar são dois: a Teoria do Valor da Utilidade e a Curva de Indiferença, ou CI. A primeira é relacionada com a satisfação que o produto representa para o cliente e o valor trazido para a troca, já a CI é usada para demonstrar graficamente as preferências do consumidor. 

Aqui o mais importante é ressaltar que, mesmo na teoria da economia, o cliente sempre vai adquirir bens que tragam a maior satisfação pessoal. Obviamente existem fatores externos que influenciam nessa decisão, como a renda ganha falada anteriormente, mas é essencial entender que o ponto chave do consumo sempre será em busca da maior troca recebida após a compra.

 

A importância de entender sua demanda

Entender os conceitos que estão por trás da oferta e da demanda são muito importantes, mas mais importante que isso é entender a maneira como sua demanda funciona em loja. Ter os dados de quando você vende mais, em que horários, em que dias e em que momentos do mês é primordial para conseguir agir de forma efetiva dentro do negócio.

Usamos o gráfico para ilustrar produtos de alto giro nos fins de semana, como bebidas, carvão e carnes, e saber qual a curva de consumo do item que sua indústria vende ajuda, e muito, na organização de roteiros e separação de dias para enviar promotores à loja. Agora, se você é do varejo, entender o giro de produtos específicos não fará tanto efeito quanto entender o giro de clientes e quais os setores mais procurados que suas lojas possuem.

É fácil entender que no começo de mês o movimento em loja é muito maior que no final, e que provavelmente aos fins de semana isso também acontece pelo maior tempo livre que os clientes têm para fazer as compras. Ainda assim, nada disso pode ser dito com certeza até que sejam estudados os dados individualmente, criando uma curva como a desenhada no início do post para exemplificar visualmente esse comportamento para os gerentes de loja.

 

Equipe fixa vs demanda

Voltando para o cenário CLTista anteriormente citado, não queremos jogar pedras quando dizemos que sua equipe fixa não dá conta do trabalho, mas sim dizer que ela pode ser ineficiente quando colocamos em cheque a demanda variável que existe no decorrer do mês. Vão existir momentos em que a equipe irá preencher exatamente o necessário, e em contrapartida, em outros irá sobrar ou faltar pessoas para realizar o necessário,  sendo o pior cenário possível quando se fala em eficiência.

Isso, além de fazer com que existam lacunas de atendimento, pode fazer com que outros funcionários sejam retirados de suas funções para atender demandas que são mais urgentes, deixando outros setores da loja com o serviço atrasado. Várias situações podem ser encaixadas aqui, como:

  • Profissionais do caixa são retirados para serem colocados realizando a troca de preços;
  • Tirar profissionais da troca de preço para abastecimento de gôndolas;
  • Funcionários que cuidam do abastecimento para buscar produtos entregues pelo CD;
  • Profissionais que estão realizando a conferência de planograma para abastecer;Entre outras várias situações que fazem com que o sell-out da sua loja diminua a cada momento em que acontecem, já que sua equipe fixa pode desfocar do atendimento ao cliente ocasionando na desistência da compra, já que uma longa fila para o pagamento pode ser formada.

Outro caso que acontece muito, e é uma dor tanto para varejistas quanto para indústrias, é a falta de atendimento aos domingos. Esse tópico foi muito citado no nosso webinar feito em parceria com a Involves, onde abordamos as vantagens da economia compartilhada para suprir lacunas de atendimento em ambas as pontas. Durante o evento isso foi apontado, principalmente, pela dificuldade que algumas leis trabalhistas trazem para o corpo fixo de funcionários. Aqui gostaríamos de ressaltar que o problema não está nas leis, que existem para manter a saúde e bem-estar de todos os envolvidos na operação, mas sim na dificuldade que isso traz na seção logística do negócio, que pode ficar sem atendimento em um dia com grande pico de movimento.

 

Como a mão de obra flexível ajuda no problema

A parte boa é que existe opção para suprir essa necessidade sem que seja necessário contratar mais funcionários fixos: a economia compartilhada a favor da mão de obra flexível. Hoje, no Brasil, apenas uma empresa consegue suprir essa lacuna de forma totalmente autônoma, e alguns pontos são importantes de serem citados sobre como esse processo funciona para as três pontas.

 

Para os varejistas

A grande dificuldade no varejo em relação a mão de obra fixa é a falta de atendimento, como já citamos em alguns exemplos anteriormente. O fato de, normalmente, acontecer a troca de funções de funcionários para suprir essas lacunas faz com que alguma área sempre esteja trabalhando com menos eficiência do que poderia, o que já faz com que toda a cadeia produtiva seja atrapalhada por esse motivo.

A mão de obra flexível aqui pode fornecer exatamente o número necessário de pessoas para complementar a equipe que já existe em loja, de forma que não exista a necessidade de troca de funções, e que ainda assim todo o trabalho seja feito corretamente. 

Uma parte muito interessante que foi falada do webinar Anthor + Involves foi dita por Maurício Bendixen, gerente de operações da Rede Condor, que afirmou que contratar profissionais autônomos trouxe a tranquilidade que ele procurava quando visitava as lojas aos fins de semana. Antes ele encontrava uma situação que não queria apresentar aos seus clientes, como se um furacão tivesse passado por ali e ninguém tivesse tido tempo de erguer novamente as estruturas. Agora, com a Anthor, ele afirma que mesmo nas lojas com maior movimento é possível ver a diferença que o modelo de trabalho traz, podendo inclusive fechar as lojas no domingo prontas para o atendimento na segunda-feira.

 

Para a indústria

Olhando pelo lado da indústria, a dificuldade está mais relacionada com a questão de rupturas ou apresentação dos produtos. É comum que as empresas tenham uma equipe de funcionários para ir à loja, e verificar se o que foi acordado está sendo seguido, como o planograma, precificação e abastecimento. Contudo, ainda que exista uma equipe especializada nisso, pode acontecer de nem sempre ser possível atender todas as lojas em que a marca está disponível, seja por problemas de roteirização ou distância entre os estabelecimentos, que acaba dificultando o atendimento em todos os pontos.

Outro ponto que pode ser adicionado a mão de obra flexível é a questão de pesquisas. É importante que as indústrias acompanhem o que está sendo feito por seus concorrentes, seja em ações promocionais, variação de preços, e até mesmo apresentação dos produtos em gôndola, e com apenas alguns profissionais realizando essas atividades em campo, pode ser difícil assistir à essas mudanças sempre que elas acontecem, e ainda realizar o trabalho de abastecimento e verificação dos produtos da própria marca.

Novamente, uma observação feita durante o webinar pode ser colocada aqui. Tarcísio Freitas, gerente nacional da Red Bull, afirmou que o chamado “cobertor curto” é uma situação muito presente também na gigante das bebidas. A personalização do atendimento foi a chave que surpreendeu o responsável pelo projeto com a Anthor, trazendo possibilidade para dias, horários, e até mesmo atividades que poderiam ser solicitadas pelo aplicativo.

 

Para os profissionais autônomos

Já na terceira ponta envolvida na evolução da mão de obra, estão os profissionais autônomos que realizam todas as atividades, tanto para a indústria quanto para o varejo. Além de conseguirem uma fonte de renda, ou até mesmo uma renda extra, durante o difícil momento em que estamos vivendo, esses profissionais se tornam qualificados para atender demandas que antes apenas o quadro fixo de funcionários poderia atender.

Além de formarem uma força de trabalho gigantesca que está espalhada em diferentes pontos, muitas vezes em locais de difícil acesso para os funcionários fixos das empresas, é possível recolher a mesma quantidade de informações que antes levaria muito mais tempo e esforço para ser colhida, justamente pela pulverização encontrada no quadro de profissionais autônomos.

Independente do seu setor de atuação, a demanda nunca será a mesma todos os dias do ano. Existe a sazonalidade, o dia do pagamento, fins de semana e datas comemorativas, por exemplo, para mudar o gráfico de consumo dos seus produtos, e por esse motivo uma equipe fixa não será suficiente para atender à demanda existente.

 


 

Neste post passamos sobre esse ponto, sobre as consequências para cada ponta (varejista, indústria e profissional autônomo), e por uma solução que pode resolver esse problema que é muito visto no mercado. E você: sofre com a demanda variável?

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